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A beleza pouco conhecida dos mosquitos



Mosquitos estão por toda parte. Existem mais de 3.500 espécies descritas em todo o mundo e amplamente distribuídas pelos hemisférios. Embora sejam mais conhecidos em países tropicais e paisagens úmidas e quentes, eles também ocorrem em áreas subtropicais e temperadas e até mesmo nas terras gélidas do Alasca.

Apesar de estarem associados a transmissão de doenças infecciosas, eles também desempenham papéis ecológicos cruciais. Mosquitos fornecem biomassa essencial na cadeia alimentar e servem de alimento para invertebrados, pássaros, répteis e anfíbios. Surpreendentemente, eles também desempenham papel como polinizadores de algumas plantas. Algumas espécies também caçam larvas de outros mosquitos, podendo atuar como controle biológico de espécies transmissoras de patógenos.

Apenas uma pequena porcentagem das espécies descritas apresenta riscos à saúde pública em todo o mundo. Muitos também se surpreendem ao saber que apenas as fêmeas picam - e usam o sangue como fonte de proteína para desenvolver seus ovos. Geralmente, os mosquitos não nascem portando vírus ou protozoários; eles precisam picar um animal ou humano infectado para transmitir os patógenos a outros animais. Embora cientistas estejam explorando a aprendendo sobre a biologia dessas espécies, ainda há muito que permanece desconhecido.

 
 

Por isso, monitorar mosquitos é tão essencial. Projetos de vigilância de mosquitos na plataforma de ciência cidadã iNaturalist, como o Mozzie Monitors, nos ajudam a entender a diversidade e distribuição dessas espécies pouco exploradas. As fotos compartilhadas por cientistas cidadãos também revelam informações importantes como o tempo real de encontros entre humanos e mosquitos, hábitos, comportamentos e interações com plantas. Analisando as observações na plataforma, observamos que as espécies urbanas, grandes e coloridas são as espécies mais comuns registradas. E chamam a atenção pelo seu tamanho e beleza. Esses projetos também proporcionam um espaço interativo onde amantes de invertebrados, ou pessoas preocupadas com doenças transmitidas por mosquitos, podem aprender como identificar diferentes espécies com entomologistas e pesquisadores.


De fato, as observações compartilhadas no iNaturalist nos permitem explorar a fauna local de mosquitos, aumentar a precisão das ferramentas de identificação na plataforma e celebrar a beleza pouco explorada dessas espécies fascinantes.

As observações abaixo são alguns exemplos de fotos impressionantes compartilhadas no iNaturalist destacando as cores, padrões e listras de mosquitos.



Vale a pena conferir também esta observação de Sabethes cyaneus, em Regina, Guiana Francesa. Esta espécie é considerada o mosquito mais bonito do mundo com sua cor púrpura e pernas que lembram plumas - https://www.inaturalist.org/observations/15302897.



Lhe convidamos a também compartilhar suas observações de mosquitos no iNaturalist e se unir a diversos pesquisadores em tempo real. Aqui estão algumas dicas para lhe ajudar a tirar uma foto fácil de ser identificada:

  • Tire fotos de diferentes ângulos, se possível (dorsal, ventral, lateral);

  • Tente destacar as listras, bandas, probóscide (peça bucal alongada para sugar) e asas. Algumas espécies são muito semelhantes visualmente, assim, padrões específicos nos ajudam a diferenciá-las;

  • Use o recurso de 'notas' se quiser compartilhar algum comportamento que observou ao tirar a foto;

  • Você também pode adicionar "Campos de Observação" como "se alimentando de sangue";

  • Lembre-se de que não precisa ser uma foto "profissional" para ser identificável. Cada observação é valiosa para aumentar nosso conhecimento sobre a fauna de mosquitos observada no iNat;

  • Tente fotografar antes de matar o mosquito (mas você também pode registrar sua foto no iNaturalist mesmo se o mosquito estiver morto.) Todos os registros são importantes.


Junte-se a nós na Grande BioBlitz do Hemisfério Sul (GSB) e celebre a beleza de animais, fungos e plantas de todo o hemisfério. A GSB 2021 acontecerá de 22 a 25 de outubro deste ano.

 

Larissa Braz Sousa

Doutoranda na University of South Australia

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