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Faltam 30 dias: 130 projetos se preparam para o Grande BioBlitz do Hemisfério Sul 2026

Photo du rédacteur: Great Southern Bioblitz
Great Southern Bioblitz
il y a 5 jours
8 min de lecture

A contagem regressiva começou! Em apenas 30 dias, pessoas de toda a África, Oceania e América do Sul vão se reunir para o Grande BioBlitz do Hemisfério Sul 2026 (Great Southern BioBlitz, GSB), celebrando a biodiversidade ao registrar no iNaturalist os organismos silvestres ao seu redor.

Até agora, nossa lista de organizadores reúne 130 projetos de 22 países e territórios. De bairros e paisagens regionais a iniciativas nacionais, cada projeto oferece uma oportunidade de explorar, compartilhar descobertas e contribuir para um retrato coletivo da biodiversidade.

Faça suas observações de 27 a 30 de novembro de 2026, seguindo as datas e os horários locais. Envie suas observações e ajude nas identificações até 14 de dezembro de 2026.

Seja você um naturalista experiente ou alguém prestes a fazer sua primeira observação, sua participação é bem-vinda. Uma flor silvestre à beira de uma trilha, uma borboleta no jardim ou uma ave em uma área úmida próxima podem fazer parte do evento.

Um 2025 que nos inspira a continuar

O Grande BioBlitz do Hemisfério Sul do ano passado reuniu 9.993 observadores, que contribuíram com 282.261 observações, documentando 37.550 táxons distintos. Esses registros revelam uma extraordinária variedade de vida e refletem o esforço dos observadores, organizadores e das pessoas que ajudam nas identificações.

Desde a primeira edição, em 2020, o número anual de observações passou de 70.959 para 282.261, quase quatro vezes mais. A participação também quase quadruplicou, de 2.512 para 9.993 observadores.

As descobertas vão muito além dos organismos mais conhecidos. Em 2025, só os insetos somaram 56.907 observações e 11.071 táxons distintos. Borboletas e mariposas contribuíram com 20.692 observações, enquanto as aves totalizaram 26.365 observações.

Cada observação é uma oportunidade de aprender algo novo, compartilhar conhecimentos e registrar onde os organismos ocorrem. Você não precisa saber o nome de uma espécie para começar: fotografias nítidas ou gravações de áudio permitem que outras pessoas ajudem a identificá-la.

Onde estão os 130 projetos?

Continente

Projetos listados para 2026

Países e territórios representados

África

48

14

Oceania

38

2

América do Sul

44

6

Total

130

22

O diretório abaixo reflete a lista de organizadores utilizada para esta contagem regressiva. Outros projetos poderão se juntar antes do evento. Os links mantêm os endereços fornecidos pelos organizadores, e os nomes regionais foram abreviados para facilitar a leitura.

África: 48 projetos em 14 países

Em 2025, a África contribuiu com 122.752 observações, 15.106 táxons distintos e 2.154 observadores, o maior número de observações entre os três continentes participantes. Plantas e aves tiveram destaque nos resultados do continente.

Para 2026, a lista atual inclui 21 projetos sul-africanos, 11 em Moçambique e projetos em outros 12 países. A rede reúne iniciativas nacionais, cidades, áreas costeiras e paisagens de conservação.

Angola — 1 projeto

Angola volta a participar com um projeto que leva o nome do país, coordenado a partir de Luanda e que oferece um ponto de encontro para quem deseja participar.

Resultados de 2025 — Angola: 164 observações, 121 táxons distintos e 13 observadores.

Botsuana — 4 projetos

Quatro projetos representam o norte, o centro e o sul de Botsuana, além da região de Francistown, oferecendo diferentes oportunidades regionais de participação.

Resultados de 2025 — Botsuana: 1.925 observações, 935 táxons distintos e 25 observadores.

Essuatíni — 1 projeto

Essuatíni conta com um único projeto de abrangência nacional, reunindo as descobertas locais em um só lugar.

Resultados de 2025 — Essuatíni: 867 observações, 553 táxons distintos e 7 observadores.

Gabão — 1 projeto

O Gabão é representado por um projeto associado a Bakoumba e ao Parc de la Lékédi, conectando a participação local ao evento internacional.

Resultados de 2025 — Gabão: 108 observações, 99 táxons distintos e 5 observadores.

Madagascar — 1 projeto

Madagascar é representada por um projeto nacional com organização sediada em Antananarivo.

Maláui — 1 projeto

O Maláui conta com um projeto nacional coordenado a partir de Zomba, oferecendo um espaço comum para compartilhar as descobertas dos participantes.

Resultados de 2025 — Maláui: 356 observações, 264 táxons distintos e 24 observadores.

Moçambique — 11 projetos

Onze projetos representam as províncias de Moçambique e sua Zona Econômica Exclusiva, formando uma ampla rede que inclui áreas terrestres e marinhas.

Resultados de 2025 — Moçambique: 2.001 observações, 1.148 táxons distintos e 66 observadores.

Namíbia — 2 projetos

Dois projetos representam o deserto central do Namibe e as áreas de conservação da região de Nyae Nyae, reunindo diferentes iniciativas regionais no evento.

Resultados de 2025 — Namíbia: 2.900 observações, 1.047 táxons distintos e 43 observadores.

Quênia — 1 projeto

O projeto queniano atualmente listado está centrado em Wasini, no litoral do Quênia, oferecendo um ponto de encontro local para observações e participação.

Resultados de 2025 — Quênia: 6.600 observações, 1.635 táxons distintos e 114 observadores.

República Democrática do Congo — 1 projeto

O projeto do Parque Nacional de Maiko inclui a República Democrática do Congo no diretório de 2026, acrescentando outra área de conservação à rede africana.

Tanzânia — 1 projeto

O projeto da Tanzânia listado se concentra no arquipélago de Zanzibar, oferecendo aos observadores das ilhas um espaço comum para contribuir.

Resultados de 2025 — Tanzânia: 48 observações, 41 táxons distintos e 7 observadores.

Zimbábue — 1 projeto

O Zimbábue volta a participar com um projeto nacional coordenado a partir de Bulawayo, conectando seus participantes ao esforço coletivo africano.

Resultados de 2025 — Zimbábue: 3.173 observações, 1.481 táxons distintos e 61 observadores.

Zâmbia — 1 projeto

A Zâmbia é representada por um projeto nacional cuja organização está centrada em Kabwe–Mulungushi, na Província Central.

Resultados de 2025 — Zâmbia: 762 observações, 496 táxons distintos e 26 observadores.

África do Sul — 21 projetos

A África do Sul conta com 21 projetos na lista atual, a maior rede nacional da África. Eles abrangem cidades, distritos e paisagens regionais, do Cabo Oriental e KwaZulu-Natal a Gauteng, Limpopo, Mpumalanga e Cabo Ocidental; o Estado Livre também conta com um projeto.

Resultados de 2025 — África do Sul: 103.380 observações, 12.434 táxons distintos e 1.733 observadores.

Oceania: 38 projetos na Austrália e na Nova Caledônia

Em 2025, a Oceania registrou 115.695 observações, 16.963 táxons distintos e 5.687 observadores. Teve a maior comunidade de observadores e o maior número de táxons distintos entre os três continentes participantes, com os insetos representando uma parte importante dos registros de biodiversidade.

O diretório atual de 2026 contém 37 projetos australianos e um da Nova Caledônia. Esses números descrevem a lista de projetos fornecida; não significam que outros lugares que participaram em 2025 estarão ausentes da edição de 2026.

Austrália — 37 projetos

A Austrália conta com 37 projetos no diretório atual, abrangendo seus seis estados e os dois territórios continentais. A lista conecta capitais, comunidades regionais, bacias hidrográficas e áreas costeiras, incluindo o Top End, a Grande Barreira de Corais e a região metropolitana de Perth.

Resultados de 2025 — Austrália: 93.062 observações, 13.495 táxons distintos e 4.606 observadores.

Nova Caledônia — 1 projeto

A Nova Caledônia acrescenta um projeto insular do Pacífico à rede atual da Oceania, dando continuidade à importante contribuição de um pequeno grupo de observadores em 2025.

Resultados de 2025 — Nova Caledônia: 3.589 observações, 1.455 táxons distintos e 36 observadores.

América do Sul: 44 projetos em seis países

Em 2025, a América do Sul contribuiu com 43.814 observações, 10.997 táxons distintos e 2.153 observadores. Os anfíbios tiveram destaque especial: o continente registrou a maior diversidade desse grupo no relatório de 2025.

O diretório de 2026 reúne 44 projetos na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Uruguai. Os 19 projetos departamentais do Uruguai formam a maior rede nacional do continente, seguidos por nove projetos na Bolívia e oito no Brasil.

Argentina — 1 projeto

A iniciativa argentina atualmente listada é Desafío Mendoza, oferecendo um ponto de encontro regional para participar da Gran Biobúsqueda del Sur deste ano.

Resultados de 2025 — Argentina: 672 observações, 338 táxons distintos e 46 observadores.

Bolívia — 9 projetos

Os nove projetos incluem uma iniciativa nacional e oito projetos departamentais: Beni, Chuquisaca, La Paz, Oruro, Pando, Potosí, Santa Cruz e Tarija. Assim, formam uma rede de oportunidades de participação em escala nacional e regional.

Resultados de 2025 — Bolívia: 7.445 observações, 2.541 táxons distintos e 347 observadores.

Brasil — 8 projetos

Oito projetos brasileiros conectam regiões metropolitanas e iniciativas locais, de Manaus e Fortaleza ao Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Resultados de 2025 — Brasil: 10.674 observações, 3.950 táxons distintos e 571 observadores.

Colômbia — 3 projetos

Três projetos representam Jardín, em Antioquia, o Vale de Aburrá e a bacia do rio Bogotá, conectando os esforços locais e regionais de registro.

Resultados de 2025 — Colômbia: 8.780 observações, 3.039 táxons distintos e 443 observadores.

Equador — 4 projetos

Quatro projetos representam Cotopaxi, El Oro, Loja e Quito–Pichincha, oferecendo diferentes pontos de encontro regionais para os observadores.

Resultados de 2025 — Equador: 8.881 observações, 3.169 táxons distintos e 265 observadores.

Uruguai — 19 projetos

O Uruguai conta com projetos para todos os seus 19 departamentos, garantindo representação departamental completa na lista atual. Os participantes podem encontrar um projeto local em qualquer parte do país.

Resultados de 2025 — Uruguai: 1.400 observações, 817 táxons distintos e 131 observadores.

Seu próximo passo: encontre seu projeto e comece a praticar

Faltando 30 dias, este é um ótimo momento para se preparar:

  1. Crie uma conta no iNaturalist e experimente enviar uma observação de teste.

  2. Encontre seu projeto local no diretório acima ou explore o projeto guarda-chuva do GSB 2026.

  3. Escolha um lugar para explorar. Seu jardim, um parque próximo, uma área úmida ou uma trilha podem ser um ponto de partida.

  4. Convide alguém. Compartilhe a experiência com amigos, familiares, um grupo escolar ou uma organização local dedicada à natureza.

  5. Reserve as datas: faça observações de 27 a 30 de novembro e depois envie seus registros e ajude nas identificações até 14 de dezembro.

Fotografe os organismos silvestres onde os encontrar, registre sua localização com precisão e tome cuidado para não perturbá-los. Se tiver dúvidas sobre uma identificação, comece pelo que você conhece e deixe outras pessoas ajudarem.

Quem gosta de identificar observações também tem um papel valioso. Compartilhar seus conhecimentos pode transformar a primeira descoberta de alguém em uma experiência de aprendizado e em um registro de biodiversidade mais útil.

Obrigado a cada organizador, observador e identificador que torna o Grande BioBlitz do Hemisfério Sul possível. De uma única observação a um fim de semana de exploração, cada contribuição amplia o que podemos descobrir juntos.

Onde você vai explorar durante o Grande BioBlitz do Hemisfério Sul 2026?

Os números de 2025 são do relatório GSB Overall Summary 2025. «Táxons distintos» inclui identificações em diferentes níveis taxonômicos e não corresponde necessariamente ao número de espécies confirmadas. Os totais regionais não devem ser somados para estimar o número global de táxons ou observadores únicos, pois os mesmos táxons e participantes podem aparecer em mais de uma região.

 
 
 
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